SARAMPO: CRIANÇAS QUE FOREM PARA MUNICÍPIOS EM SITUAÇÃO DE RISCO DEVEM SER VACINADAS PDF Imprimir E-mail

Essa regra é válida para crianças de 6 meses a menores de 1 ano

 

Em virtude do surto de sarampo em 43 cidades de três estados brasileiros (São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia), o Ministério de Saúde determinou a vacinação de crianças de 6 meses a menores de 1 ano que forem viajar para locais com crescimento do número de casos confirmados da doença. Além de proteger, a medida de segurança pretende interromper a cadeia de transmissão do vírus do sarampo no país. A recomendação é que todas essas crianças, nesta faixa etária, sejam vacinadas contra a doença, no período mínimo de 15 dias, antes da data prevista para a viagem.

 

Essa medida foi tomada após o Ministério da Saúde anunciar que não vai realizar campanha nacional de reforço da vacinação contra o Sarampo. De acordo com o Ministério, a vacinação deve seguir o calendário nacional que prevê que a primeira dose da vacina seja tomada aos 12 meses de idade (vacina tríplice viral - D1) e a segunda dose aos 15 meses (vacina tetra viral ou a tríplice viral + varicela).

 

Mas vale ressaltar que essa aplicação antecipada nas crianças de 6 meses a menores de 1 ano, chamada de “dose zero”, não substitui e não será considerada válida para fins do calendário nacional de vacinação da criança. A vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente do planejamento de viagens para os locais com surto ativo do sarampo ou não.Já as pessoas que tem até 29 anos, tem que tomar 2 doses. Quem nasceu a partir de 1960 e tem mais de 30 anos precisa tomar 1 dose.

 

Ano passado em São Carlos foram aplicadas 10.578 doses da vacina contra o Sarampo durante a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo. Em 2019 até o momento já foram aplicadas 6.482 doses da tríplice viral, com cobertura de crianças com 1 ano de 85,71% e de crianças até 2 anos de 65,35%.

 

“Neste momento ainda temos 2.500 doses da SCRem estoque, o que atende a demanda do calendário e as possíveis doses antecipadas em crianças. A vacina Tríplice Viral não está em falta, estamos recebendo normalmente. A vacina previne também contra rubéola e caxumba. Importante também ressaltar que as pessoas que trabalham na área da saúde devem receber duas doses dessa vacina, com intervalo de 30 dias entre as doses. É importantíssimo que os pais verifiquem a carteira de vacinação dos seus filhos e não deixem de levar a criança para receber a imunização. O nosso estado é o que mais tem casos confirmados, temos que considerar esse fato”, alerta Kátia Spiller, supervisora da Vigilância Epidemiológica de São Carlos.

 

Spiller lembra, ainda, que de acordo com o Programa Nacional e Estadual de Imunizações, atualmente, estão disponíveis duas vacinas que contêm os componentes do sarampo e da rubéola: a vacina Tríplice Viral – SCR, que protege para o Sarampo, a Caxumba e a Rubéola; e a vacina Tetra Viral - SCR- Varicela, que protege para o Sarampo, a Caxumba, a Rubéola e a Varicela.

 

Números- O Ministério da Saúde registrou, nos últimos 90 dias, 907 casos confirmados de sarampo no Brasil, em três estados: São Paulo (901), Rio de Janeiro (5) e Bahia (1). O coeficiente de incidência da doença foi de 0,4 por 100.000 habitantes. O país vinha de um histórico de não registrar casos autóctones desde o ano 2000. Entre 2013 e 2015, ocorreram dois surtos da doença a partir de casos importados, nos estados do Ceará e Pernambuco, com 1.310 casos. Os surtos foram controlados com as medidas de bloqueio vacinal e, em 2016, o Brasil recebeu o Certificado de Eliminação do Sarampo, emitido pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). O Brasil perdeu o certificado em fevereiro deste ano e, atualmente, empreende todos os esforços para eliminar novamente a transmissão do vírus no país, com reforço da vacinação contra o sarampo. Manter altas e homogêneas coberturas vacinais na população é a única forma de evitar a transmissão da doença.

 

(14/08/2019)

 
 

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